Chega … parem o mundo que quero descer,…

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Poetas vão e vem, não na mesma velocidade, ainda bem que ainda vem alguns para diminuir a ansiedade de cada um ou do coletivo.
A cada dia que passa, relembramos os dias passados. Dias destes tive um excelente noticia em ouvir um Rap do Gabriel Pensador... uma ode para os tempos atuais, esse Rap. Não entendo nada de nada, mas a letra é imperdível e não tem mais nada atual do que a letra da música.

Refrão]
Chega! Que mundo é esse, eu me pergunto / Chega! Quero sorrir, mudar de assunto /Falar de coisa boa mas na minha alma ecoa / Agora um grito eu acredito que você vai gritar junto (x2)

A gente é saco de pancada há muito tempo e aceita / Porrada da esquerda, porrada da direita / É tudo flagrante, novas e velhas notícias / Mentiras verdadeiras, verdades fictícias / Política prende o bandido, bandido volta pra pista / Bandido mata o polícia, polícia mata o surfista / O sangue foi do Ricardo, podia ser do Medina / Podia ser do seu filho jogando bola na esquina / Morreu mais uma menina, que falta de sorte / Não traficava cocaína e recebeu pena de morte
Mais uma bala perdida, paciência / Pra ela ninguém fez nenhum pedido de clemência

[Refrão]
Chega! Que mundo é esse, eu me pergunto / Chega! Quero sorrir, mudar de assunto / Falar de coisa boa mas na minha alma ecoa / Agora um grito eu acredito que você vai gritar junto / Chega! Vida de gado, resignado / Chega! vida de escravo de condenado / A corda no pescoço do patrão e do empregado / Quem trabalha honestamente tá sempre sendo roubado

Chega! Água que falta, mágoa que sobra / Chega! Bando de rato, ninho de cobra / Chega! Obras de milhões de reais / E milhões de pacientes sem lugar nos hospitais / Chega! Falta comida, sobra pimenta / Repressão que não me representa / Chega! Porrada pra quem ama esse país / \E bilhões desviados debaixo do meu nariz / Chega! Contas, taxas, impostos, cobranças / Chega! Tudo aumenta menos a esperança / Multas e pedágios para o cidadão normal /E perdão pra empresas que cometem crime ambiental / Chega! Um para o crack, dois para a cachaça / Chega! Pânico, morte, dor e desgraça / Chega! Lei do mais forte, lei da mordaça / Desce até o chão na alienação da massa

Eu vou, levanta o copo e vamos beber! / Um brinde aos idiotas incluindo eu e você / Democracia, que democracia é essa? / O seu direito acaba onde começa o meu, mas onde o meu começa? / Os ratos fazem a ratoeira e a gente cai / Cada centavo dos bilhões é da carteira aqui que sai / E a gente paga juros paga entrada e prestação / Paga a conta pela falta de saúde e educação / Paga caro pela água, pelo gás, pela luz / Pela paz, pelo crime, por Alá, por Jesus / Paga importo paga taxa, aumento do transporte / Paga a crise na Europa e na América do norte / Os assassinos da Febem, o trabalho infantil na China / E as empresas e os partidos envolvidos em propinas

[Refrão]
Chega! Que mundo é esse, eu me pergunto / Chega! Quero sorrir, mudar de assunto / Falar de coisa boa mas na minha alma ecoa / Agora um grito eu acredito que você vai gritar junto / Chega! Vida de gado, resignado / Chega! vida de escravo de condenado / A corda no pescoço do patrão e do empregado / Quem trabalha honestamente tá sempre sendo roubado

Presidente, deputados, senadores, prefeitos / Governadores, secretários, vereadores, juízes / Procuradores, promotores, delegados, inspetores / Diretores, um recado pras senhoras e os senhores / Eu pago por tudo isso, imposto sobre o serviço / A taxa sobre o produto, eu pago no meu tributo / Pago pra andar na rua, pago pra entrar em casa / Pago pra não entrar no Spc e no Serasa / Pago estacionamento, taxa de licenciamento / Taxa de funcionamento liberação e alvará / Passagem, bagagem, pesagem, postagem / Imposto sobre importação e exportação, Iptu, Ipva
O Ir, o Fgts, o Inss, o Iof, o Ipi, o Pis, o Cofins e o Pasep / A construção do estádio, o operário e o cimento / Eu pago o caveirão, a gasolina e o armamento / A comida do presídio, o colchão incendiado / Eu pago o subsídio absurdo dos deputados / A esmola dos professores, a escola sucateada / O pão de cada merenda, eu pago o chão da estrada / Na compra de cada poste eu pago a urna eletrônica / E cada arvore morta na nossa selva amazônica / Eu pago a conta do Sus e cada medicamento / A maca que leva os mortos na falta de atendimento / Paguei ontem, pago hoje e amanhã vou pagar / Me respeita! Eu sou o dono desse lugar!

Chega!

Link: http://www.vagalume.com.br/gabriel-pensador/chega.html#ixzz3Vz3MQL49

Tem um libelo atualíssimo, se bem que tem quase 100(cem) anos que é o Oração aos Moços do Ruy Barbosa, que eu conto na semana que vem… afinal “ …de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver agigantar-se o mal na mão dos maus o homem rí-se da honra e tem vergonha de ser honesto…”

Abraços

Manéco
31/03/2015

É muito assunto … e pouca ação

Estamos vivendo uma época paradoxal. Há muitos e variados meios de comunicação e o ser humano à cada dia se distancia mais e mais do outro, por conta da facilidade de comunicação.

Ontem, era difícil de se comunicar com quem estava distante e fácil de se comunicar com quem estava perto. Ruas, quarteirões, casas, pessoas, todas se conheciam e batiam longos papos, no café da manhã, no almoço, no jantar, das cadeiras nas calçadas, pela janelas, nos botecos, nos armazéns, nas cantinas, nos clubes, nos velórios, nos casamentos, nos batizados, nos cultos, nos cemitérios, enfim eram longos e agradáveis conversas, assuntos, prosas, fofocas, meritórias e demeritórias, verdades ou mentiras,… o tempo curava as feridas, as inimizades, logo, logo voltavam à ser amizades, que nunca terminava, somente davam um pequeno “tempo”…

O tempo passou, as coisas mudaram, do rádio de válvula, das ondas curtas, médias, do radinho de pilha, dos “transglobe” com 12 faixas de ondas, passamos uma revolução com rádios e frequência modulada, da televisão preto e branco à televisão colorida, e até com transmissão digital, coisas inimagináveis nas mais férteis cabeças dos viventes de minha época.

Os papos do fim da tarde nas cadeiras nas calçadas, nas casas das comadres, isso tudo se foi, todos ao final da tarde , ou melhor nos dias inteiros ficam de fronte da telinha que cada vez tem mais opção de tamanho e de tipo de transmissão e interagem–se todos, e à todo instante com o mundo. Em tempo, real sabemos de um acidente na Paulista, de uma enchente em Osasco, de um atentado, lá ou do el, que dá, no mesmo. Sabemos que uma nova vacina foi lançada, mas também sabemos que o SUS sequer tem leitos disponíveis. Ficamos sabendo que o Haddad abriu novas vagas das creches sem, contudo, abrir novas vagas nas creches. Ficamos sabendo que a presidente quer apertar os cintos e o outro presidente da outra casa libera passagens à esposas, amantes, e outras à custa de nosso pobre e suado suor. Fiquei sabendo que os caminhoneiros pararam por conta de justa reinvindicação e que um juiz de num sei lá de onde, mandou que eles desentupissem as estradas e que se não os fizessem a multa seria altíssima. Ora, e aqui cabe um comentário, poderíamos fazer um paralelo sobre esse assunto, que tal pegar aquele juiz que gosta de andar de carro lamborghini (nem sei como se escreve isso), voltando ao assunto, já que ele gosta de andar de fazer um exercício real tipo Reallit show, e colocar esses juízes nas boléias dos caminhões só por uns três meses, para ver como é fácil a vida desses sofridos profissionais, que são acharcados à cada dia por impostos, taxas, contribuições, imposições, propinas, etc.

De que falávamos antes. Ah! De como nos comunicávamos. É, ficou fácil se comunicar, face aos múltiplos tipos de acessórios, mas não sabemos o nome de nossos vizinhos, não conhecemos nosso padeiros, não vamos aos cultos, hoje esses cultos invadem nossas casas, não conhecemos sequer nossos filhos, não conversamos com eles, … e daqui à um pouquinho, quando formos chama-los para o jantar é só passar um whatzapp, ou um MSN, ou pelo Skype,… e acabaram-se os diálogos, as prozas, as fofocas, … ficam as lembranças de que antes éramos simples humanos, hoje sequer sabemos quem somos,… e isso tudo porque temos todas as informações disponíveis aos nossos olhos e dedos…

Manéco

27/02/2015

Desenvolvimento ou retrocesso…

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Estamos vivendo um tempo paradoxal. (gosto de usar essa palavra,.. ela é, no mínimo bonita) Mas analisemos certos fatos. A tão famigerada epidemia, endemia, ou outro nome que se queira utilizar para o surto endêmico, famigerado causado pela DENGUE.

Quem é o culpado disso tudo, não sei, mas sei que podemos fazer muito para não deixar que os nossos e nós mesmos sejam afetados por essa maldita doença.

Claro se não permitirmos locais com água para que os mosquitos transmissores não ponham seus ovos e de lá nasçam outros muitos mosquitos transmissores dessa doença. Outra forma é se encher, se lambuzar de repelente para repelir os tais mosquitos.

Mas vamos analisar aqui nosso quintal. Temos dois rios com uma represa, que os represa bem onde há a foz de um deles. Neste local é comum vermos ao final dos dias nuvens e mais nuvens com formatos de “fumaça) como se lá tivessem alguma chaminé invisível, só que não de fumaça, mas sim de mosquitos em seus rituais mágicos de acasalamento.

Ora senhores, quando infante eu era, era comum nos tempos de verão ou outros que não me lembro que as ôtoridades(sic) de época mandavam os funcionários fazerem verdadeiros arrastões nas beiras dos rios para “limpar” as margens ou beiras, como aqui dizemos para não haver criadouros desses mosquitos. Afinal e é claro e inequívoco que nas margens tanto dos rios quando não íngremes ou nas lagoas ou remansos por eles formados há e haverão criadouros e mais criadouros desses mosquitos e neste caso incluem-se as águas represadas. Lembro-os que naqueles tempos havia um inimigo natural das larvas desses mosquitos que eram os peixes (lambaris, mandis, e outros muitos).

Naquelas outras datas, também aconteciam sistemicamente, nestes tempos das manifestações dos tais mosquitos e suas doenças malignas, uns equipamentos fumigadores,(não sei como se escreve isso, mas para entendimento maquinas que faziam uma fumaceira enorme) e que junto com a fumaça impeliam um veneno que matavam, todos os mosquitos e alguns outros bichos,… mas preservavam-nos os homens, mulheres, jovens, velhos, crianças e afins.

Claro os tempos mudaram novas práticas novas regras, não podemos mexer nas margens que margeiam os rios os riachos os lagos e as poças, são Áreas de Preservação Permanente – APP’s . Claro não podemos fumegar, porque as fumaças podem causar e aumentar as camadas do efeito estufa, ou em outras palagras GEE – Gases de Efeito Estufa.

Dias destes lí num sei onde que estão criando em laboratório os mosquitos para os bombardearem com radiação, para que fiquem estéreis e não procriem quando acasalarem com suas fêmeas e que são essas que precisam dos nossos sangues para fazerem procriar seus ovos. Essa tecnologia já deu certo há muito tempo e há muito tem instalada na Paraiba uma “fábrica” de mosquito, do mosquito da laranja e para os mosquitos da cana de açúcar…enquanto isso só agora é que “provavelmente” irá ser construída uma outra “fabrica” de mosquitos para nos proteger.

O paradoxal, está aí. Quando se busca uma solução para proteção dos interesses econômicos, a “coisa” anda. Mas quando é para a proteção do homem a “coisa” é mais lenta. Ué e essa é a pergunta que não pode ser calada. Os custos com tratamento, internações, medicamentos, perdas e funerais não é mais alto do que uma proteção equivocada de alguns valores dúbios.

É isso. Manéco 05/03/2015