Quando a gente pensa que viu tudo,… “o pior cego é aquele que não quer ver”

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Misturando “alhos com bugalhos”, não chegaremos à nada. Ou como dizem, que quando e no lugar que você menos espera, é aí que não sai nada mesmo.

Vivemos num momento único, talvez seja um novo divisor de águas ou de tempos, isso claro que irá dizer são nossos filhos ou netos, ou ainda os bisnetos, vez que no momento não nominamos o momento pois estamos vivendo a contemporaneidade do momento.

Vivemos sim numa guerra civil inominada. Pessoas morrem, pessoas matam a qualquer instante e em qualquer lugar, por pequenas coisas, pequenos roubos, pequenas venturas ou desventuras, para alguns isso é só uma ”estatística, para outros “isso é fruto do poder dominante sobre o dominado, um aluta de classes, por classes, etc.”, para outros ainda “isso é uma demonstração de uma cultura que se esvai e filosoficamente caminhamos para uma nova cultura que se abre à frente dos nossos tempos, etc e tal”.

Mas tudo isso é um emaranhado de graças e desgraças de pensamentos de teorias (que podem ser conspiratórias, ou não) que nos levam a tender, pender, torcer, inflar para um lado ou para outro ou ainda ficar pendente sobre um muro de inquietações.

“São tantas as emoções” que ainda não nos apercebemos ou se apercebemos ainda não nos posicionamos, se nos posicionamos, ainda não nos movemos, se movemo-nos aí temos uma ação para um dos lados. Que lados se o “negócio” é multifacetado, pluritemático e enigmaticamente sedutor.

A sedução nos corrompe, nos remete à lados que as vezes não queremos mas queremos, esse antagonismo nos faz lembrar da poesia que dizia, que ”um lado carente dizendo que sim, e um lado,… dizendo que não…”.

De que lado estamos nesses tempos em que podemos mudar o futuro de nossos filhos, netos, bisnetos, etc?. Ora estamos no lado que nos foi mais sedutor. Enquanto isso, nossa razão diz que é ao outro lado à quem devemos nos posicionar. (êpa), que razão é essa à que me referi? Diferentemente da sedução a razão é inversamente proporcional, pois com ela carrega-se o fardo da educação, conceitos, dogmas e paradigmas que construíram o que chamamos de razão, os usos e costumes é que ditaram aquilo à que nos baseamos e dizemos que é a nossa razão.

Então a sedução vem em contrário à razão, e por isso sempre cito que de certo modo a “loucura” medeia esse conflito interior entre a razão e a sedução.

A Ética, em contraponto, nos pergunta se devemos ou se podemos, e ainda o que queremos, e se tudo isso vale a pena, e se podemos, podemos, oras oras, se queremos e podemos fica um tanto mais fácil, mas o que nos faz refletir é se devemos. Assim mesmo que querendo, e/ou podendo a pergunta é se devemos, e isso é o conflito ético que à todos, ao menos em nossa cultura, ou como assim dizemos dos nossos usos e costumes, devem ser tratados.

Com a ética, com os usos e costumes, e com tudo com aquilo que achamos certo, mesmo não tendo o parâmetro do que é certo ou que é errado bem delineado, vem do fundo do âmago a tal da sedução e nos corrompe, ”fode “com tudo aquilo qu es e produziu, se construiu, se concretizou, até aquele momento.

Assim como diz a física quântica, de que nada é sólido, tudo é vibratório, temos que as nossas convicção não são tão convictas, e a sedução nos corrompe e é assim, por séculos e séculos, seculorum est .(amém)

Ë só buscar nas escrituras, santas ou profanas, que veremos que tinha tudo para dar certo, mas uma sedução aqui, outra ali, e a humanidade caminha, torta, vesga e manca (Nada tenho contra os vesgos, tortos e mancos. Tampouco sou politicamente correto, e que que se fodam aqueles quem dizem que são, ainda não me seduzi por essa onda, não me corrompi) rumo à muitos acertos e à muitos erros.

Ninguém sabe o que é certo ou o que é errado. Os usos e costumes ditam as regras. “O pior cego é aquele que não quer ver” essa é uma máxima para toda a vida, devemos sim filtrar aquilo que nos impingem todos os dias. Quem está certo, ainda não sei, mas posso seguir junto com aquele ou aqueles que estão ao menos, menos errados. Se quisermos mudar o mundo para melhor, tenho absoluta certeza que devemos tentar o melhor, não cair em tentações como a da sedução,… isso corrompe, nos macula, faz de nós menos, daquilo que somos e piores daquilo que pensamos ser, inúteis àquilo que nos foi confiado, e desnecessários para aqueles à quem queremos bem.

20/03/2016

Manéco