Poderíamos tentar …

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Assim, e porque nunca as coisas são como a gente quer, poderíamos tentar.

Tentar, tentar, tentar, tentar, até quem sabe um dia acertar.

Tentar aos pouco já é um bom começo. E o começo de tudo começa exatamente por onde começamos. Como a humanidade chegou até aqui, certamente foi porque alguém começou tentando. ( não do verbo de tentar / seduzir. Se bem que pelas Escrituras alguém tentou alguém à fazer algo que lhes fora dito que não deviam)

Se observarmos ao nosso derredor, perceberemos que muitos morreram tentando. E em tentar e tentar, a humanidade ganhou com as tentativas e os erros, desde o simples e necessário alimentar-se o ser humano, errou e errou, tentou e tentou, sobreviveu, progrediu, tentando, sempre tentando.

Claro, as coisa melhoraram, do que antes eram somente tentativas e erros, hoje temos estudos iniciais para depois de todas as hipóteses de possíveis erros é que se tenta fazer algo, desde que sejam previstos e excluídos todos os previsíveis erros, ficando para ser tentado somente as tentativas que deem certo.

Mas depois de tentado e de ter dado certo, hoje se experimenta em todos os segmentos o que chamamos de melhoria contínua, ou seja, precisamos tentar novamente, pois aquilo que fora feito anteriormente pode ser melhorado, e assim melhora-se sempre.

Pois bem, esse interregno cultural, estúpido, e grotesco, tem um sentido. A nossa cidade. As nossas ruas, nossas calçadas, nosso sistema viário, enfim tudo o que nos cerca.

Já está passando da hora de se tentar fazer algo para,… epa, não para melhorar, mas para tentar fazer algo, afinal para se melhorar é preciso ter um parâmetro e esse sequer temos para tê-lo como métrica. Dessa forma com toda certeza dá para melhorar, pois estamos sem, ou seja tudo que vier para nós vai ser melhor.

Vamos por partes, e de partes em partes podemos fazer um inteiro.

As calçadas, essas estão uma lástima;

A acessibilidade, ora a acessibilidade, sem como andar pelas calçadas, como fazer?

A arborização está devastada, por primeiro pelos próprios munícipes que há muito tentam e conseguem que cortem as árvores de fronte às suas casas, por esses ou por outros motivos, e de cortes em cortes estamos vivendo um literal inferno com os calores que por cá fazem ( e ainda querem represar o vento…).

O transito. Há muito aprendi que para existir trânsito é necessário, condição sine que nom, que exista movimento. Portanto em nosso quintalão não temos trânsito, pois todos estão ficando inertes face as interrupções cotidianas por falta de ajustes daquilo que está errado ou seja, tudo.

Se bem que quando há certo movimento, tem umas viaturas que cismam de andar, trafegar à passos de tartaruga ou seriam passos de cágados, enfileirando atrás de si(deles) os simples e mortais necessitados de que o transito ao menos transite.

E por falar em transito e seus travamentos, que tal verificar todos os dias na ponta daquela ponte torta (a velha que dá acesso à Itú), todos os dias, invariavelmente, há congestionamentos em certos horários, pontuais, visíveis, factíveis, previsíveis, e outros adjetivos, e só, repito, é só de vez em quando que aparecem alguns carinhas de farda marrom, para ordenar o que poderia ser simples se, colocassem um farol sinalizador naquele local.

Pelo que vejo pela minhas poucas andanças no quintalão, há muitas carruagens amarelas e azuis com um “monte” de passeadores nessas carruagens que certamente poderiam estar nos horários previstos de previsíveis congestionamentos que infernizam os que por lá e por outros cantos passam.

O que está faltando então, observação, conteúdo, vontade, cérebro, comando, é podemos mudar, é só querer, é só começar…

Vamos tentar… ao menos tentar…

Maneco

18/10/15