O aprendizado e o desaprendizado

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O aprendizado e o desaprendizado

 A sociedade é paradoxal. Não que a ache paradoxal, é que gosto da palavra paradoxal, é bonita é imponente, é na melhor das hipóteses paradoxal. Mas sem mais delongas, vamos ao texto à que me propus a escrever.

A Sociedade, dita informada, e culturalmente inteligente(sic), chegou até este patamar (se é que exista esse patamar?) depois de muitas brigas, guerras, aflições, mortes, e outras mais desgraças da vida, vivida.

Assim, caminhou a humanidade, até aos dias de hoje, errando, errando, tentando, aprendendo, vigiando, memorizando, escrevendo, revendo, errando, confundindo-se, tentando, errando novamente, acertando(ufa), acertando, fazendo, construindo, esquecendo, errando, valorizando, gastando, juntando, errando, perdendo, tentando, inventando, reproduzindo, produzindo, vendendo, doando, roubando, matando, prendendo, soltando, errando, aprendendo, curando, matando, tratando, perdendo achando, buscando, procurando, encontrando, amando, brigando, traindo, brigando, acertando, silenciando, mentindo, omitindo, fugindo, tocaiando, insinuando, envolvendo, trabalhando, estudando, ensinando, errando, acertando, aprendendo, transmitindo, felicitando, chorando, sofrendo, errando, tentando, acertando, brigando, e… orando.

Orando por um ser que existe, pedindo preces para um Ser que não sabe que existe, mas orando, odiando, professando, mentindo, omitindo e assim vai, vem entre encontros e desencontros, aprendeu mesmo tendo um tal “Deus” que tudo pode, e tudo vê à seu lado(sic), a humanidade buscou por si ou para ela mesma, e também para muitos outros seres vivos, a busca pela vida melhor através da ciência e do conhecimento acumulado, e que através de gerações desde a verbalização, para a escrita até pela informática o conhecimento pode ser transmitido e dividido entre nós seres humanos e aos muitos outros seres vivos quer sejam eles plantas ou animais,…mas,…há uma enorme diferença, ou um enorme abismo entre ter, ser e querer, ou entre querer e fazer, ou ainda em ter, quere e poder fazer,… nesses muitos pontos de interrogações, que na verdade surge um outro fator que desde os tempos imemoráveis faz a diferença é saber quem faz, quem pode fazer, que deixa fazer ou ainda a grande pergunta, o porque se deve fazer, diante disso outra complicação surge, que é à quem interessa fazer ou deixar fazer, ou o para que fazer se não precisa fazer, ou então quanto se ganha para fazer ou qual o lucro em não o fazer ou deixar que façam…

Não é paradoxo, é na verdade pura e estrita “sacanagem”, e a humanidade caminha assim desde há muito tempo, desde que haja lucro direto ou indireto, desde que eu ganhe e outros, ora os outros, esses que se fodam,…e assim caminhamos, por vias dolorosas, perdendo pessoas amadas, negligenciando a vida de que bem queremos, tudo porque é possível, ou por quanto é possível. Assim é com a Dengue, quando era infante, antes dos verões, passavam-se os “fumaçes”(maquinas que soltavam fumaça com um veneno) por todas as urbes, e os mosquitos transmissores da dengue e de outras endemias não botavam a cara para fora de seus ninhos(sic), as margens dos rios e riachos eram sistemicamente limpos para que os mosquitos lá não pusessem seus ovos, e nos riachos e rios existiam os peixes e os sapos, que mesmo se algum incauto mosquito lá pusessem seus ovos os peixes ou sapos e/ou seus filhotes comiam as pupas ou seus ovos.

O tempo passou, e os rios e riachos ficaram sem peixes e sem sapos, nós humanos ficamos sem aqueles que mandassem as maquinas com fumaçes, ficamos acéfalos de dirigentes, ou só com dirigentes medíocres ou acéfalos, e o pior de tudo que a praga disseminou e teremos com isso e infelizmente um enorme contingente de pessoas microcéfalas …

Finalmente lembrando: os postes de sinalização não tem tampas e é um criadouro perfeito para os mosquitos.

É só

Manéco

31/01/2016

Manifestação, pró e contras … contras e prós, … ou não é bem assim…

Estamos vivendo a plenitude da Democracia. Podemos nos manifestar, sendo pró ou contra, ou nada disso, ou por tudo isso. E é por isso que estamos vivendo uma Democracia.

Na Democracia podemos nos manifestar, ser contra ou não, ser à favor ou não, ou mesmo de ser ou não ser, de outro tipo de regime, tanto faz que ele seja de esquerda de direita, de cima do muro, ou debaixo desse ou daquele capacho.

Estamos vivendo um momento histórico, afinal queremos mudanças, do status quo que se estabeleceu. Não podemos tolerar certos mandos ou certos desmandos. Estamos aprendendo no cerne ou no lombo, que algo tem de ser mudado, claro que esperamos que seja para melhor. E para que façamos um mundo melhor temos que arrumar o que está errado.

Não é tirando este(a) ou aquele(a), mandatário(a) de plantão é que iremos mudar o que está errado. Não é com uma “vara de condão” que mudaremos o nosso quintal, e o nosso mundo.

O momento é propício à mudanças. Não mudanças radicais, ou por mero confronto de um lado ou de outro. O povo clama por mudanças. Assim temos que observar os acontecimentos, melhorar a forma de interpretar e buscar melhores homens e mulheres para gerir, com aquilo que queremos ver mudado.

Observando as manifestação e, percebeu-se que existem os que forma pagos para manifestarem-se à favor e um mundaréu de gente pedindo mudanças.

A mudança já começo à ocorrer. Antes o povo só saia na rua em dias de carnaval e em épocas de copas do mudo e outras menos importantes. O que se apercebeu é que as manifestações, salvo aquelas que notadamente foram pagas para com diárias pessoas balancem bandeiras e gritem gritos de ordem, sem tampouco saberem o que estão gritando, viu-se muitas milhares de pessoas vindo à pé, de ônibus coletivos (e pagos pelos próprios manifestantes), de metrô, etc., e pacificamente exporem faixas, cartazes, placas, cartolinas, com escritos próprios, garranchos e com muitos erros de concordância no mais puro português vivido, diferente das manifestações pagas, com faixas enormes impressas em impressoras gigantes com excelentes frases e de efeito com todos os acertos gramaticais.

Essas são primeiras diferenças vistas,. O que nos faz supor que, como disse acima é um momento histórico que estamos vivendo, e que creio para melhor. O povo está se manifestando, e com essas manifestações certamente os parlamentares, terão mais ímpeto e mais força para propor mudanças. Os que estão nos muitos cargos executivos, certamente viram que as mudanças propostas não vão além de austeridade com os dinheiros públicos, e que estes sejam melhores utilizados, e que essa austeridade tem de ir ao encontro dos anseios da população.

Por isso é que as manifestações tem de ser vistas como verdadeira metástase de uma mudança maior e para melhor. Espero que todos os que hoje vivam, recordem-se desse dia, para que nas próximas eleições, ouçam as entrelinhas dos discursos, para que o “canto da sereia” não inebrie o ouvinte e não mais os atraiam à precipícios futuros.

Vamos em frente, sabedores que podemos ser a escorva da mudança, para melhor, que tanto almejamos.

Feliz Futuro, à partir de agora, que temos tanto à fazer…

Manéco 15/03/2015

Poderíamos tentar …

Assim, e porque nunca as coisas são como a gente quer, poderíamos tentar.

Tentar, tentar, tentar, tentar, até quem sabe um dia acertar.

Tentar aos pouco já é um bom começo. E o começo de tudo começa exatamente por onde começamos. Como a humanidade chegou até aqui, certamente foi porque alguém começou tentando. ( não do verbo de tentar / seduzir. Se bem que pelas Escrituras alguém tentou alguém à fazer algo que lhes fora dito que não deviam)

Se observarmos ao nosso derredor, perceberemos que muitos morreram tentando. E em tentar e tentar, a humanidade ganhou com as tentativas e os erros, desde o simples e necessário alimentar-se o ser humano, errou e errou, tentou e tentou, sobreviveu, progrediu, tentando, sempre tentando.

Claro, as coisa melhoraram, do que antes eram somente tentativas e erros, hoje temos estudos iniciais para depois de todas as hipóteses de possíveis erros é que se tenta fazer algo, desde que sejam previstos e excluídos todos os previsíveis erros, ficando para ser tentado somente as tentativas que deem certo.

Mas depois de tentado e de ter dado certo, hoje se experimenta em todos os segmentos o que chamamos de melhoria contínua, ou seja, precisamos tentar novamente, pois aquilo que fora feito anteriormente pode ser melhorado, e assim melhora-se sempre.

Pois bem, esse interregno cultural, estúpido, e grotesco, tem um sentido. A nossa cidade. As nossas ruas, nossas calçadas, nosso sistema viário, enfim tudo o que nos cerca.

Já está passando da hora de se tentar fazer algo para,… epa, não para melhorar, mas para tentar fazer algo, afinal para se melhorar é preciso ter um parâmetro e esse sequer temos para tê-lo como métrica. Dessa forma com toda certeza dá para melhorar, pois estamos sem, ou seja tudo que vier para nós vai ser melhor.

Vamos por partes, e de partes em partes podemos fazer um inteiro.

As calçadas, essas estão uma lástima;

A acessibilidade, ora a acessibilidade, sem como andar pelas calçadas, como fazer?

A arborização está devastada, por primeiro pelos próprios munícipes que há muito tentam e conseguem que cortem as árvores de fronte às suas casas, por esses ou por outros motivos, e de cortes em cortes estamos vivendo um literal inferno com os calores que por cá fazem ( e ainda querem represar o vento…).

O transito. Há muito aprendi que para existir trânsito é necessário, condição sine que nom, que exista movimento. Portanto em nosso quintalão não temos trânsito, pois todos estão ficando inertes face as interrupções cotidianas por falta de ajustes daquilo que está errado ou seja, tudo.

Se bem que quando há certo movimento, tem umas viaturas que cismam de andar, trafegar à passos de tartaruga ou seriam passos de cágados, enfileirando atrás de si(deles) os simples e mortais necessitados de que o transito ao menos transite.

E por falar em transito e seus travamentos, que tal verificar todos os dias na ponta daquela ponte torta (a velha que dá acesso à Itú), todos os dias, invariavelmente, há congestionamentos em certos horários, pontuais, visíveis, factíveis, previsíveis, e outros adjetivos, e só, repito, é só de vez em quando que aparecem alguns carinhas de farda marrom, para ordenar o que poderia ser simples se, colocassem um farol sinalizador naquele local.

Pelo que vejo pela minhas poucas andanças no quintalão, há muitas carruagens amarelas e azuis com um “monte” de passeadores nessas carruagens que certamente poderiam estar nos horários previstos de previsíveis congestionamentos que infernizam os que por lá e por outros cantos passam.

O que está faltando então, observação, conteúdo, vontade, cérebro, comando, é podemos mudar, é só querer, é só começar…

Vamos tentar… ao menos tentar…

Maneco

18/10/15

A Dengue nossa de cada dia…

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Só não podemos dizer Amém. Ora bolas, convivemos com doenças diárias, infecciosas ou não, transmissíveis ou não, porém não podemos ficar inertes, omissos e /ou alienados diante dessas “desgraças”, produzidas ou não pelo homem, com a conivência ou não dos homens, fomentadas ou não pelo homem.

Se buscarmos na Bíblia, em que o “Deus” da época mandou 7 pragas para o Egito, e eles depois de muitas desgraças e sofrimentos, passaram pelas provações que Lhes fora imposto pelo “Deus”, maldoso, raivoso e outros adjetivos que não me permito à dize-los.

Mas o povo sofrido e reticente, sobreviveu, com o “Deus” deles, ou com os Deus que lhes foram impostos, e de tempos em tempos o tal do “Deus” maldoso, passa por nós humanos e faz suas maldades, e depois os sobreviventes Lhes culpam pelas desgraças que lhes abateu.

Assim de tempos em tempos, temos “desgraças”, que em muitas das vezes foram por nós mesmos colocadas, como foi a Peste Negra, as Pestes Bubônicas, as Pestes dos Gafanhotos, as Desgraças de Mariana, As Desgraças do Governo, as Desgraças da falta do cumprimento das Leis, a Falta de Vergonha, as Faltas Diárias dos compromissos com o Próximo, principalmente quando o próximo está próximo, as Desgraças da Falta de Planejamento Urbano, as Desgraças da Falta de Saneamento, da Falta de Segurança, a Falta Respeito nas vagas dos Idosos, dos Deficientes, a Falta de Respeito com os Eleitores, a Falta de Respeito e de Educação Familiar para com os Professores, as falta de vergonha dos enroladores, que dizem ser professores e em verdade só querem empurrar com a barriga o cargo que conseguiram,… e assim caminha a humanidade, ao menos à partir da ideia do nosso microcosmo que é o nosso Quintalão.

Então, estamos vivendo uma endemia ou pandemia, causado pelo tal mosquito Aedes Aegypti que é o hospedeiro de doenças endêmicas tais como a tal do vírus Zicka, da Febre Amarela, da Chikungunya, e ainda de quatro tipos de Dengue.

A Dengue é uma velha conhecida, e se procurarmos nos velhos livros veremos o adjetivo de “dengoso”, derivado da tal doença, mas em um pais tropical como o nosso, não podemos dar chances à desgraças que podem sem previsíveis e campanhas estão sendo feitas para combater os locais onde previsivelmente podem ser criadouros do mosquito transmissor dessas tristes desgraças previsíveis e possíveis de serem evitadas.

Assim e por isso, é que escrevo isso tudo, à partir da ideia de que se uma simples tampinha à céu aberto e com água é uma maternidade [perfeita para a criação do tal mosquito, e todos compram as nossas atitudes pro ativas para acabar com os criadouros, e diante de observações diárias, temos uma enorme maternidade expostas diariamente para criadouros e ninguém ainda tomou atitudes para com ela acabar, que são os POSTINHOS (canos) DE SINALIZAÇÃO DE TRANSITO, TUBOS DE SUPORTE DE SEMÁFOROS (os verticais), e muitos outros que estão SEM TAMPA, sendo fonte de criação desses indesejáveis mosquitos.

Outro ponto à discutir, após a passagem das águas de chuva é em relação às águas represadas na Represa do Porto Góes, que sem peixes é uma enorme lâmina de água parada, passível de ser criadouro de mosquitos.

Temos então de Cobrar atitudes de autoridades municipais e da administração da concessionária da águas, que por cá passam e param e lhe geram lucros e à nós “desgraças”

Por ora é só

Manéco

17/01/2016