A história, ora a história, essa é outra estória…

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Confesso que quando infante e adolescente eu acreditava que as “malditas” aulas de estória … (abro esse parênteses para informar que há uma distância enorme entre estória e história, afinal o que se ensina nas, êpa, ou melhor o que dizem ensinar(sic) nas aulas, são contos de escritores que na maioria das vezes sequer sabem distinguir o que é história ou estória, e lá contam o que lhes mandam contar e se não tiver contestação fica o dito pelo não dito o que é muito maldito… fecho o parenteses) … fossem somente para nos (nós alunos). aporrinhar Havia um motivo para que as tais aulas de estória, fossem enfadonhas e nada criativas, havia uma mal formação didática das professoras de antanho, havia também um mal estar político da época, e mais havia um monte de alunos rebeldes, por conta da idade do confronto, e com essa sopa de variáveis, as tais aulas de estória (ou de história como quer alguém que essa lê e não está gostando do teor dessa) eram literalmente um emaranhado de datas e de nomes e o pior de tudo é que não se ensinava “porra” nenhuma o que as ditas professoras da época queriam é que decorássemos os tais nomes e as tais datas referidas.

Pois bem, certa vez uma professora ou assim dita, perguntou o que achávamos da história? E eu como todo moleque maroto, disse que era um monte de besteiras que para nada serviam e de nada serviriam… noutra época já mais adolescente, uma professora de EMC – Educação Moral e Cívica, perguntou-nos : Qual a atitude do cidadão perante a pátria? E eu como rebelde, teci comentários e comentários e no retorno da avaliação (sic) pela tal professora, ela foi taxativa: – “estou te dando nota 5 para você passar de ano, porém a folha com seu texto fica comigo, e que você fizer mais alguma afirmação contestatória em minha aula eu entrego essa folha aos militares” .

Para mim isso foi o fim de um ciclo, mudei de ares, fui para Sampa, lá me formei, lá aprendi a gostar de literatura de discutir, discutir, pesquisar, discutir e participar, esqueci o nome da tal professora, e até das tais professoras de antanho e comecei a gostar de HISTÖRIA, na verdadeira acepção da palavra.

É por isso que redimo-me de um dia dizer que a história não tem valor, ela nos serve para vermos nossos erros e não mais comete-los, ou se traçarmos um paralelo, é só verificar o quanto é interessante conhecer a história e descobrir que ainda existem lentes nesse país de incultos, o nome “Catalinárias” da mais nova operação da polícia Federal, foi buscada num discurso do filósofo e político Marco Túlio Cícero (106-43 a.C), quando discursou contra um senador romano de nome Lúcio Sérgio Catilina (108-62 a.C) por esse senador ser corrupto e conspirar contra a República.

Olhem que coisa linda que é a história, se bem contada e bem lembrada com muita certeza nos fará não incorrermos mais nos mesmos erros, e como sempre digo e para finalizar.

Mais um ano que se vai, o mundo gira (a Luzitana roda) e a troca de políticos ocorrerá, por isso tudo é que devemos rememorar e votar, votar sempre, e sempre no menos pior, afinal eles nos representarão por um certo período, e como disse certa feita Eça de Queiroz: – “Os políticos e as fraldas devem ser mudadas pela mesma razão.”Captura de Tela 2015-12-21 às 10.05.06

21/12/15

Manéco