Crise? … Que Crise?

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Estamos vivendo uma crise, ou estamos vivendo em crise? Que raios de crise é essa? Por todos lados que ando vejo, vejo pessoas reclamando de coisas de algo ou de algo assim. Há uma crise, procuro, procuro e não à encontro. Tenho mais de 60 anos, e sempre vivi no Brasil, e mais especificamente nesse Quintalão, portanto já estou escolado desse, sobre esse assunto, assunto esse de estamos vivendo em crise, com a crise, pela crise, à favor da crise, contra a crise, no meio da crise. Essa coisa parece ate a tal cidade de Retorno, que em quase todas as estradas tem uma placa indicando onde fica a tal cidade de Retorno.

O melhor desse tema, foi a tirinha (sou fã de tirinhas e de estórias em quadrinhos) que saiu na Folha desde domingo, do Adão Iturrusgarai, em na qual mostra a diferença entre a “Zona de Conforto” e o “Conforto na Zona”. Foi elucidativo, educadora, cultural e ilustrativa da diferença entre as Zonas a de Conforto e a Zona de fato e de direito.

Olhem (leiam) que interessante, nunca gostei da tal “Zona de Conforto” mas sempre desde adolescente sempre fui fã da Zona, Zona na acepção da palavra, ou seja para quem não conhece ou nunca viu as tais Zonas de Meretrício.

Quando era infante tinha que invariavelmente sair da Zona de Conforto para poder ter condições de ir visitar “minhas” amantes na/da Zona. (lembrando aos que não viveram naquela época, diferentemente dos dias de hoje em que o sexo ou os programas para se fazer sexo é uma “coisa” fácil, com qualquer mocinha, o negócio “sexo” era um tema proibido e de difícil achar e de se fazer, e a para que isso se concretizasse tínhamos (os moleques da época) à recorrer as meninas “primas”, “amantes” das poucas e distantes zonas.)

Mas os tempos mudaram, depois quando adultos, contavam que no próprio Quintalão algumas mulheres ditas sérias, não eram bem assim e perdemos muito tempo em ter ido às zonas que existiam na época.

Mas de zonas em zonas, vivemos uma verdadeira zona. Epa. Pelo que conheço das zonas essa são mais organizadas. Mas como somos humanos, gostamos de certas zonas, alguns das tais confortáveis outros nas mais turbulentas, outros nas mais barulhentas, outras nas mais lascivas… enfim todos nós vivemos nossas zonas diariamente.

Agora e em paralelo ao titulo a crise da crise na crise está em crise, ou seja a situação está uma zona, ou como a casa de mãe Joana, ou seria com outro nome, aquele que não ouso citar, mas a dona das piadas diárias.

Vivemos sim, em crise. Crise de credibilidade, crise moral, crise política. Mas essa crise se formos ver de perto e estrito senso, veremos que a crise é o reflexo(como um espelho) de nossas atividades diárias. Ora temos várias operações da PF, prendendo corruptos e corruptores. Mas essa corrupção começa em casa, quando propomos aos nossos filhos, quando dizemos: “ou você estuda, ou você vai trabalhar”,…ou então quando se diz: “se você se comportar vai ganhar isso ou aquilo” . No primeiro caso, você está dizendo que o trabalho é um castigo, que em contra partida o estudo é um bem, em contrário ao mal que seria o trabalho. No segundo caso, há a clara intenção de corromper o sujeito “dando” uma coisa qualquer. Nossa corrupção começa no dia à dia, vejam as atitudes, com os pedestres, pelos pedestres (ninguém respeita ninguém), das bicicletas(nas calçadas e nas contra mãos), nas vagas de deficientes, nas filas dos bancos, na acessibilidade, com os idosos, com as crianças, com os deficientes … enfim, corrompemos e somos corrompidos diariamente, e isso tudo está na cultura, maldita cultura de “quero levar vantagem em tudo”… essa métrica tem até um sentido no primeiro momento, mas ao longo prazo, perceberemos que erramos e erramos feio. Creio que poderemos passar por essa “pseuda” crise que em verdade é uma crise Moral e Cultural, e que se começarmos a mudar nosso comportamento diário, certamente iremos à partir do local, mudar o mundo. É só sair da Zona de Conforto.

É só

Manéco

27/10/2015

Eu e as minhas manias … Ou seriam, as minhas manias e eu?

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Como todo mundo tem, eu também tenho cá minhas manias. Ou como no título, poderia ou é, não sei ao certo, mas pode ser que as minhas manias é que me tenham.

Assim dito, insisto em ir ver espetáculos lá e cá, desde espetáculos para público infantil, espetáculos circenses , cinema, espetáculos teatrais de dança, e outros desde, claro que desde que possa ou po$$a e assim tento ver, ouvir, divertir-me, aprender, aprender e quando possível divulgar, incentivar, multiplicar a idéia do incentivo e de quão valiosos são esses espetáculos.

Mas por ter manias, tenho uma que não abro mão, que é comportar-me de acordo com a conveniência dos tais espetáculos. E para isso minhas manias são explicitadas, pelas cara e bocas que faço nos espetáculos à que ouso ir.

De tempos prá cá, a coisa está ficando cada vez mais terrível para mim simples Mané com mania de ir e querer ver e ouvir os tais espetáculos. Já disse certa feita quando da apresentação de um espetáculo na Concha Acústica (para quem não sabe, onde tem hoje a tal Gaiola das Loucas, tinha lá uma imponente concha acústica que nos permitia ouvir espetáculos pela reverberação da “concha” que repassava-nos em acústica os sons dos espetáculos), e justo naquele espetáculo tinha uma tal de Geisa, (esse nome ficou indelével, gravado no meu cérebro), que não parava quieta e não se sentava, e gritava, e outras cositas mais (devia estar no cio, sei lá), e assim o espetáculo ficou à desejar por conta da tal mocinha, e seus pares.

De tempos prá cá além da falta de compostura de muitos (no sarau de ontem 03/10) tinha duas senhoras moças, que insistiram sistemicamente à fofocar enquanto o espetáculo ocorria, só paravam de fofocar, quando ocorriam os pequenos intervalos, e eu lá tentando ver, ouvir os espetáculos.

Tenho mais uma mania, toda vez que entro em reuniões, cultos, velórios, espetáculos e outros eventos, minha mania é desligar o celular. Acho que isso é uma mania estranha, pois uma grande maioria dos atuais humanos, cismam em querem ver as malditas mensagens justamente no horário dos tais espetáculos, que por minhas manias tento ver, ouvir.

E por falar em celulares e a tal internet, eu pensava (olhem eu penso!!!) que a internet viria para melhorar o ser humano como ser humano que é. Mas para minha surpresa, ela veio para amofinar o cérebro dos tais atuais humanos. Hoje já não mais pensam, está difícil vê-los/ ouvi-los verbalizar aquilo que pensam. Como está tudo pronto, tudo chega a milhões de humanos ao mesmo tempo, ninguém mais sabe o que é certo e o que é errado, o que é verdade ou o que é mentira.

Será que os atuais humanos, sabem o que é raciocínio? O que é Lógica? O que é Pensar? O que é ? O que são? O que serão? Quem sabe? Quem saberá?

Talvez seja o começo do fim…

Manéco

04/10/2015