Nomes próprios e os impróprios…

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De tempos em tempos a humanidade, fica meio desorientada, e quando digo a humanidade, essa pode ser o seu todo ou em partes.

Aqui por esses nossos quintalões, a cada dia vê-se que, ou sente-se que à vezes é melhor estar alienado do que estar interagindo. É improvável que pessoas de mediana inteligência levem à sério nossos políticos de plantão, se querem exemplos é só ouvir os últimos discursos de nossa representante (que Deus em sua imensa Glória, a proteja) (êpa! Não sou Evangélico, tampouco crente, mas sempre é bom pedir proteção à Alguém ou Criatura, para proteger-nos, né?), então seguindo em frente, os discursos da sujeita (aquela da qual falei à pouco) faz corar o mais incrédulo dos mortais…quanta besteira dita em tão pouco tempo por pessoa que era melhor que ficasse calada. Mas, como diz o ditado, que “em terra de cego que tem um olho é rei”, fica inteligível que quaisquer merda que se fale tem sempre alguém que irá aplaudir, ou por achar bonito, ou por achar risível, ou por achar vexatório, ou por achar ridículo, o para puxar o saco do palestrante.

Como a ”carruagem passa enquanto os cães ladram”, ouço e leio o que sai pelas bocas malditas e benditas dessa Terra Bendita, e até de outra Terras não tão benditas, mas que assim o seja e assim vejamos.

Dias destes outro plantonista, alcaide de uma das cidades mais importantes do mundo, não digo que é de São Paulo para que vocês não saibam de qual alcaide escrevo. Mas o sujeito, dito inteligente, criou um factoide, eleitoreiro e por assim dizer de uma idiotice tamanha, que entra no seu cabedal de idiotices. Disse, ou melhor o alcaide entrou com um projeto de lei, para que sejam substituídos os nomes dos logradouros(praças, ruas, viadutos, e outros dominiais) que tenham os nomes dos militares que serviram à última ditadura, e ou (vejam bem o problema que tenho e que vejo é que, não é porque são dessa ditadura ou da dita mole) foram partícipes das violências pela ditadura, praticados.

Ora bolas, se for assim, outros nomes não dessa última ditadura, mas as de as outras como ficam, deixa do jeito que está, e só para lembrar, o tal do Marechal Floriano era um sanguinário, o tal do Getúlio era ditador e outro sanguinário, e paro por aqui, pois os nomes são tantos que se vingar essa estúpida proposta de lei do Fernandinho, a maioria das ruas deverão ser trocados…

Feliz foi o então prefeito de uma cidade vizinha que para agradar as meninas que vendem seus corpos para se fazer sexo, conhecem? Então o sujeito de então, nomeou as ruas com nomes simples, sem os tais sobrenomes, então temos um bairro inteiro de: dona Francisca, dona Maria, dona Julia, dona …., e por aí vai.

A coisa está tão esquisita quer, se não me engano tem uma lei que diz que somente se dá um nome de alguém à um logradouro se ele já tiver passado desta vida, para outra. E não é que em outra cidade aqui vizinha já puseram o nome do Laudo (aquele que foi governador) para um viaduto.

Ora as incorreções são tamanhas que aqui no nosso quintalão homenageiam duas vezes meu amigo Dr. João de Souza Filho, com seu nome para dois viadutos. (vejam, para o viaduto aquele que passa por cima da rod. da Convenção e no outro viaduto aquele sobre a rod. do Açucar que dá acesso ao parque do Lago). Coitadinho deve estar virando na cova.

Tem outra coisa que me deixa intrigado, a rua em que moro, às vezes as placas indicam que é rua, noutra dizem que é avenida, e numa mesma esquina para todos os gostos tem dos dois jeitos de grafia, da mesma forma que à vezes é só Marechal Deodoro, noutras vezes tem o sobrenome do sujeito).

É por essas que certos nomes, ou sobrenomes, apelidos (impróprios ou próprios) enfim devem ficar fora de tudo, a alienação é o melhor caminho.

 Manéco

22/08/15

 

“a alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo”

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Não sei quem, mas há muito escuto essa frase. Não me contaram o porque, mas com muita certeza o circo não deve ser do palhaço, afinal, quando o cara é o dono ele provavelmente não quer ver seu investimento virar cinzas. Mas alguém também falou que o palhaço da estória, ou história tinha uma esposa, e o dono do circo à comeu e como corno gostaria ou gostou de ver o circo arder em fogo, para satisfazer o ego e aliviar(sic) a dor de corno ou para saciar sua vingança… mas isso são estórias que se contam para traçar certos paralelos ( ou incertos paralelos).

O paralelo à que me refiro é a atual situação do nosso país. O circo está “pegando” fogo, e nós os palhaços, o que fazemos? Vamos rir e achar legal o circo pegar fogo? Com o diz a timoneira de plantão, (em discurso de ontem em São Luis –MS)vamos repudiar o vale tudo para atingir qualquer que seja o governo. Não existe sentido em querer ver o circo pegar fogo, se nós os palhaços somos os donos do circo. E fazendo uma análise tristemente atual, vivemos em crise de credibilidade, em crise econômica, em crise moral, em crise financeira, em crise de estabilidade, em crise de convergência, em crise da crise, em crise… e ainda querem (queremos) ver o circo pegar fogo?

Já estamos ardendo em uma fogueira, fogueira de vaidades, onde quanto pior melhor (para alguns) e os outros, nós os palhaços somos traídos e levados em roldão para um caminho direcionado, à idéia de quanto pior melhor e que o circo deve pegar fogo,… claro quem irá rir não seremos nós os palhaços, mas aqueles articuladores da pseuda crise.
Temos que arrumar a casa, temos, mas sem que a casa caia e tenhamos que reconstruir, que tal fazer a reforma aos pouco e arrumar a casa? Parece que querem que tudo vá ao chão, …e quem irá sair ganhando, ora quem ganhará serão os mesmos articuladores para que a casa caísse… isso é histórico, lembram do plano Marshall?, não é mais ou menos isso, acabo com um pais inteiro e ponho lá um monte de empreiteiras para reconstruir o país, claro em suaves prestações à perder de vista, não estão contentes, ora é só ver a greve da Volkswagem de 1974(acho) , era o inicio da robotização, é a greve de hoje da GM, já estamos numa merda d e fazer inveja e alguns ainda deflagram uma greve,…tem sentido? Claro que tem, é uma orquestração para mandar uma porrada de gente embora, não acreditam, leiam o livro : As confissões de um assassino econômico de John Perkins, ele conta tudo de como fazer um pais inteiro ir para o buraco… é enquanto estamos hoje preocupando com nosso amanhã, os articuladores políticos vivem uma realidade mais futurista, o nosso amanhã não existe para eles isso é passado e o jogo do ganha e perde, é para daqui a 50 ou 100 anos e nós os palhaços, ficamos de fora da lona do circo nos contentando até com a fumaça ou de lona queimada ou do chifre da corneada(sic). É só.

Manéco

11/08/15

Parafraseando … e claro complicando…

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Parafraseando, o grande Ruy Barbosa,…( e olha que o sujeito não era tão grande assim, dizem que o homem tinha uma cabeçona), mas voltando ao tema, é sempre bom ouvir algo que nos conforta e nos dá um ânimo, ou nos dá vontades de seguir em frente, ou irmos à luta (não aquela do “cumpanhero), mas o grande Ruy, disse certa feita lá pelos idos de 1920 ou coisa assim, que “…o povo que não se defende não merece defensores…” dito isso, e se assim entendemos, e assim queremos, temos uma enorme obrigação, que é a de defendermo-nos.

Ufa e oras bolas, cada um de nós defende-se como pode, na lida e labuta diária. Cada um de nós defende sua prole na lida, na labuta e em todos os momentos faça chuva ou faça sol, de manhã de tarde ou de noite, mas o que me preocupa é o fato de nós, individualmente, defendemo-nos mais ou menos na proporção ou concepção do status de cada um ou da necessidade, ou vontade de cada um,… assim cada um defende seu umbigo, alguns defendem até o umbigo dos que tem sob sua guarda ou de sua prole e ponto final.

Pode chover aos cântaros (essa é velha, hem?!) pode chover canivetes abertos, mas desde que não mexam comigo ou com os da minha prole está tudo bem e continuamos a nossa vidinha ridícula, medíocre e insatisfeita, ou no mínimo em ostracismo coletivo, ou seria alienação coletiva, não sei ao certo mas caminhamos numa nau (essa também é velha…) sem rum sem timoneiro em mares desconhecidos com a perspectiva de imensos seres que nos devorarão e à os nossos entes, e nós, ora nós em nossa imensa estupidez, ficamos cá entre nós coçando os umbigos de uns e de outros e permitimos que a nave (ou a nau) vá, sem timoneiro, sem rumo e sem destino ao fim, se este fim existir.

O pior do fim é que, se ele não existir, a coisa continua indefinida e o fim nunca é alcançado, e como ficamos, sem rumo, sem destino, ao Deus dará, com a nau em frangalhos, em mares revoltos e em sentidos desconexos, e nós cá sentados na soleira das portas coçando os umbigos de uns e de outros como antes, ou á no antanho, num tempo não muito remoto foi retratado por Almeida Lima, ou contado por Monteiro Lobato, o nosso antepassado Jeca Tatu.

Parafraseando o Chaves, aquele do programa de televisão, do seriado Chapolim… “quem poderá nos salvar?…”, penso (e logo existo, assim disseram) que estamos numa encruzilhada história, e como todas figura de linguagem é retorcida, e por isso e certamente desconexa, pois estamos num encruzilhada, numa nau sem rumo e sem timoneiro num mar revolto e cheio de perigos… resumindo e com muito pé no chão “…tâmos todos fudidos…”

Em quem votar, em quem confiar, em quem depositar a confiança? Um prende outro solta. Quem deveria proteger, não inspira mais confiança(vejam os dados recentes).

Quem deveria investir não investe por falta de confiança. Quem emprestava, não empresta porque não tem confiança em quem pede emprestado? Quem pode pedir emprestado, não pede por insegurança. Quem produzia, não produz pois não tem confiança no amanhã. Quem empregava, não admite por total insegurança. Quem comprava, ou poderia comprar, não compra para não comprometer. E assim caminhamos, para um momento que devemos refletir e propor mudanças.

Como podemos fazer isso? Ora, temos uma GRANDE e EFICAZ ferramenta… O VOTO. Podemos mudar é só querer. Mas raciocinem comigo. Não é só votar, é exercer o divino direito de cidadania que temos, que é podemos votar no melhor e/ou no menos pior, e depois COBRAR desse que colocamos lá para nos representar, atitudes sérias e eficazes daquilo que queremos. Não se esqueçam os políticos são aqueles que nos representam e por nós eles situam-se onde nós os colocamos, assim e para melhor entendimento eles políticos são nossos empregados e como tal tem que trabalhar para nós … se eles não fizerem o que queremos também temos o democrático e divino, direito de manda-los embora … (deveria ter uma cláusula de justa causa, sem direito a recebimentos futuros…)…

02/0815