Falta de ter o que fazer…

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O título, como sempre é uma provocação. Mas vamos à discussão à cerca do tema. Antigamente, não tão antigamente assim dizia-se aqui por essas bandas do nosso Quintalão, que: “cabeça vazia é a oficina do capeta”. Assim e pelos sábios ensinamentos de meu pai e de minha mãe, (Ele com 1 ano de escolaridade formal e Ela, sequer sentou em algum banco escolar) ambos Doutores na melhor acepção dessa palavra ”Doutor”. Doutores sim. Todos os filhos, foram talhados em trabalhar e em estudar. Desde pequenos aprendemos que estudar, significava, melhorar as condições em que iríamos viver. Trabalhar significava em adequar-se as condições em quais e locais em onde iríamos viver. Viver, na melhor da acepção dessa palavra, qual seja, trabalhar com vontade e dedicar-se à família, para que todos sem exceção vivam meais e nas melhores condições possíveis, nos locais e no tempo em qual se viva. Assim, aprendemos desde pequenos a dar valor no espaço e no tempo. Com o tempo adequávamos ao espaço e o espaço era-nos adequado para que assim vivêssemos melhor.

Parece poesia, mas é uma realidade vivida. Aprendemos desde cedo ao pé do pai e ao pé da mãe como se lavorava a terra, as plantas e como conviver harmoniosamente com os animais. Desde tenra idade, era-nos destacados pequenos serviços para que desde cedo podíamos a tomar gosto por aquilo que estávamos fazendo, igual ao pai, igual à mãe, mais ou menos com aquilo que podíamos fazer, mas o pouco daquilo que fazíamos era uma satisfação e sempre com agrados de que mesmo tendo feito pouco aquilo era importante, mas no amanhã teríamos a certeza que novos trabalhos viriam e novamente iriámos fazer e claro tentávamos fazer o melhor para igualar ao trabalho do pai e o da mãe.

Claro, isso tudo foi à temos memoráveis quando a cidade era um ovinho, com cerca de 8.000 almas, e todas tinham certas obrigações consigo mesmo. Trabalhar para sobreviver. E sobreviver com o pouco que tinha e o pouco com que a essa terra proporcionava. Assim e por assim ser, qualquer coisa que conseguíamos era uma glória à ser contada e com ela desfilada. Como neste Quintal nada tinha, ou pouco do nada tinha, tínhamos que fazer para ter, e como fazer com que não se tinha era necessário criar algo, assim teríamos, e com isso faríamos.

Era um verdadeiro exercício mental diuturno. Poucos eram os aculturados por outros povos, ou seja todos éramos, mais ou menos iguais, todos na mesma Merda, assim não existiam negros, brancos, ricos ou pobres, não haviam diferentes. Todos comungavam as mesmas graças e as mesmas desgraças. Êpa, tinham alguns, que “pensavam” que eram melhores que os outros muitos, mas tirávamos de letra, essas pequenas diferenças, afinal, todos nasceram da mesma cepa. Todos pobres e todos com algo para fazer para melhorar e melhorar. Ao professor, da época, todo o respeito, tanto por parte dos alunos como por parte dos pais dos alunos

Diferentemente de hoje. Tudo isso é passado. Não há respeito aos professores, tanto por parte dos alunos, tanto por parte dos pais dos alunos, tanto por parte do homens do governo que um dia foram alunos e as vezes são pai. Qual o ideal de um menino e ou de uma menina de hoje. Ë um tristeza de ver meninas em tenra idade maquiladas, como se moças ou artistas fossem, para mostrar o que à quem? A sensualidade é um item que é enaltecido de casa para a escola, e se lá a menina se expõe ao menino estes fazem novos meninos, apesar do pouco tempo de maturidade de ambos, de quem é a responsabilidade disso por esses atos, se os pais ficam ou alienam-se crendo que isso é tudo normal para a época. E o futuro, à quem pertence. Como iremos ter um futuro, se o presente sequer é visto, sequer é pensado. O passado é ou poderia ser exemplo, para que possamos melhorar. Mas como sequer vivemos o presente, portanto não teremos passado e provavelmente não tenhamos futuro. Assim e terminando, é preciso aprender com o passado e prever o futuro, no presente, para que tenhamos o futuro que queremos… ou almejamos ter.

Manéco

25/05/2015

A piada: Fim da segunda guerra foi há 70 anos em 08/05

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Quando leio ou ouço que a guerra acabou há 70 anos, fico pensando, pensando e pensando, claro pensando no que lí no que ouvi, no que vivi, no que vivo e vivêncio.

Quando infante, e pela tentativa de aculturamento pelos americanos do norte, víamos os militares deles e dos nossos pracinhas como heróis, etc e tal. Filmes e mais filmes foram feitos enaltecendo estes ou poucos àqueles.

Um dos meus maiores defeitos é ler, ler e gostar de ler e continuar a lendo tudo e de preferencia aquilo que entendo, ou seja nada. Mas como contribuição, tenho alguns lidos presentes em meu pequeno cérebro e que os guardo, claro guardo aquilo que lembro, não necessariamente aquilo que é importante(nem para mim, sequer para outros), mas nesses guardados cerebrais lembro de um autor italiano Curzio Malaparte, que escreveu dentre outros “A pele” e “Kaput”, livros que em verdade são relatos do tempo da guerra e pós ela, e nesses ditos e escritos, disse Curzio: “…a guerra não termina com a assinatura do tratado de paz, é nesse momento em que ela começa…” (perdoem-me os mais letrados e cultos, se errei na composição da frase, mas é a que tenho de lembrança, e como não pesquiso antes de escrever, ,…é o que tem para hoje!)

Depois em outros tempos lí um autor que se não me engano é do Rio Grande do Sul, não me lembro o seu nome, mas sei que seus livros estão terminantemente proibidos, ( no mundo todo) de serem lidos, escritos, reescritos, etc, pois tratava do assunto holocausto e neles contestava a veracidade desses acontecimentos, tratando diferente da mídia de época e das louvações e perseguições de outros de lá ou de cá. Não importa.

Guerras como a do Vietnam, a das Malvinas, a da Colombia, a do Iraque, a do Irã, da Palestina, de Israel, da Chechenia, da Bósnia, na Espanha do Ira, de Angola, de Moçambique, ( da Africa toda), …esqueci de algumas?

Ah! Faltou a do Brasil. Vivemos uma guerra civil inominada, mas vivemos em constante guerra, tiroteios, etc.. Citarei algumas como as do complexo do Alemão, da Rocinha, Santa Tereza, Morro da Previdência, da Coroa,… e outros, é só pesquisar. Em São Paulo, não muda muito, é no Jabaquara, é na Estação da Luz é na Cracôlandia ( que é a mesma coisa), na Zona Leste, na Zona Norte, na Zona Sul, e na Oeste. ( o que se conclui que é tudo uma ZONA).

Não sejamos pueris, é só ler nos jornais semanais, que aqui no Nosso Quintalão, “a coisa”, não está muito diferente, antigamente era no Risca Faca, depois no Marília, depois no Serra Pelada, depois no União, e se levantarmos os pontos cardeais veremos que estão localizados nas Zona Leste, Zona Norte, Zona Sul, e na Zona Oeste. ( o que se confirma que é tudo uma ZONA)

Abrindo um parênteses, e como antigo frequentador, Zonas eram mais organizadas.

Mas o caso de nosso quintalão é mais preocupante, por estar aqui, e se pensarmos proporcionalmente, o número de assaltos roubos, furtos, tiroteios e mortes e maios que nas megápolis citadas acima.

Finalizando, vivemos e estamos em guerra, algo precisa mudar, claro mudar para melhor, porque pior que está, pior ficará. (filosofia pura) E para melhorarmos esse status de guerra e de horror, temos a melhor das armas, que é o voto. Votem no melhor( em ideias e ideais), se não tiver o melhor, então vote no menos pior. Mas não se esqueçam, o voto é uma arma, e como ele existe a necessidade de acompanhar SEU político e cobrar dele, as promessas ou a concretização das ideias e dos ideais propostos. Outro lembrete, é que os políticos e policiais são pagos com nossos impostos e portanto são nossos funcionários e é à nós à quem eles devem obrigações, cobrem deles sempre por melhores ações e atitudes. Isso é exercer seu, meu, nosso pleno Direito de Cidadania.

Manéco

10/05/2015

Panos e trapos, … trapos e fiapos…

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De uns tempos prá cá tenho ficado a cada dia mais incrédulo, com as coisas e com as pessoas. Não sei o que é, mas creio que é a visualização diária tanto pessoal quanto pela mídia de as coisas não vão bem.

Sem entrar no mérito do que é certo ou do que é errado, ou do que é politicamente correto ou incorreto, mas a sinalização de que a humanidade a cada dia comporta-se de forma mais inumana e mais irracional.

Tenho como frase lapidar aquela que diz: “se os homens bons tivessem a coragem e a ousadia dos maus, o mundo não teria mais problemas”.

Partido dessa premissa, proponho que essa crônica, nos remeta aos comportamentos humanos à partir das suas roupas, trapos e fiapos

Há muito os humanos, sinalizam suas posições sociais à partir de suas vestimentas, e quando se vestem, como as possibilidades lhes impõe, o ego de cada um comporta-se de forma diferente à partir do uso da vestimenta.

Sem entrar na história, da moda o que não é o intuito desta, vamos logo ao tema à que me propus. Panos e trapos …trapos e fiapos.

Todos somos iguais perante à lei, perante à biologia e perante a morte. Nascemos pelados em meio à merda e urina ( fora os que nascem pelos procedimentos ditos cesarianas), e por muito tempo nos cagamos e nos sujamos todos os santos dias, portanto somos iguais, apesar de nossas diferenças individuais.

Crescemos todos, mais ou menos do mesmo jeito, educado em casa ou deseducados em casa, aculturados na escola, ou desorientados pela escola,…mas as roupas e os trapos que nos cobrem, nos protegem ou nos desprotegem… senão vejamos.

Observem, se a Gisele (aquela) puser qualquer roupinha, torta ou de esguelho, fica linda e sabe se mostrar e se comportar com o que lhes jogam por cima, desfila com classe e graça, e não perde a simplicidade na fala e com quem perto lhe aparece.

Da mesma forma aquela outra de pernas longas, que é manequim e tem um programa de TV, mesmo quando está entre os simples mortais, é de uma simpatia extrema.

Mas tem outra casta de humanos que quando lhes põem alguns panos, ditas como fardas ou coisas parecidas com isso, as atitudes mudam, o comportamento fica confuso, há um corporativismo implícito e esses tratam todos os outros simples mortais sem fardas, sintam-se como se fossem de outro mundo, de outra espécie e ainda de espécie que tem de ser submissa e cordeira.

Dias destes estava eu na fila de um banco, eu que mesmo podendo usar de minhas prerrogativas de velhinho, estava na fila dos comuns, e eis que uma menina (moça bonita) fardada (CGM), passou pela frente de todos, parou na frente de todos, fez caras e bocas, portou-se como se estava à combater e à combalir e eis que furou a fila, indo ao caixa fazer um depósito ou retirada de umas “merrecas”, … e saiu sem sequer olhar para trás. Pergunto: qual a prerrogativa que essa sujeita tem para fazer ou ter esse tipo de comportamento?

Da mesma forma, que tenho alguns conhecidos, que eram uns e comportavam-se de uma forma cordial e socialmente simpáticos e depois de colocarem-nos fardas ou trapos de alguma corporação, mudam totalmente suas formas de ser e de se comportarem.

Não sei qual o poder da farda. Talvez tenha alguma coisa física quântica, que faz mudar os átomos das pessoas e assim mudar a essência. Sei lá o que é, mas é por isso tudo que não gosto de fardas e tampouco dos fardados.

Finalizando, há muito fazíamos papel à partir de restos de panos e de trapos, e com eles fazíamos papéis de altíssima gramatura para se fazer palmilhas de sapato. Com isso fico contente… é uma questão de essência,…trapos e fiapos.

 

Manéco

05/05/2015

Dia do Trabalho, ou do Trabalhador, ou de ambos…

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Continuando o que fora iniciado noutra crônica, e sem análise em estrito senso, contudo fazendo a análise de valor sobre o tema, resguardando que alguns detalhes não serão considerados por conta dos muitos detalhes que o tema envolve, façamos assim uma análise curta desse, ou por esse tema tão envolvente.

Diante de tudo que disse sobre o Trabalho e sobre os trabalhadores, prefiro a frase: Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.” , frase essa dita por de um tal de Confúcio (551 a.C – 479 a. C.)

Analisemos o que ocorre por essas plagas.

-“Trabalhadores do meu Brasil”, dizia o sujeito que foi ditador e carregado nos braços pelos trabalhadores do nosso Brasil. Criou lá pelos idos de 1940 as leis trabalhistas, necessárias à época pela exploração das crianças, mulheres, velhos(quando ficavam velhos),…mas isso é passado, …passado, porém presente em todos nós arraigados pela CLT e no DNA do povo.

Lembrado que a CLT é uma cópia dos direitos trabalhistas do regime fascista italiano,… é história passada, que assombra-nos à todos.

Quando digo à todos, afirmo que é uma assombração que nos assombra.

O que antes era uma necessidade, premente, hoje é um problema geral. Vejamos em rápida pinceladas. O sujeito naquela época quando se previa aposentar, o tempo de gozo dessa aposentadoria era efêmera, pois a previsão de vida do sujeito de antanho era tão curta que raros eram aqueles que se aposentavam e gozavam essa aposentadoria. Morriam quase ou antes de se aposentar.

Os tempos mudaram, a perspectiva de vida do trabalhador aumentou, ou dobrou a longevidade, e os critérios da tal aposentadoria à cada vez mais restritiva, pois depois de aposentado o sujeito, fica sob o “guarda chuva” da previdência, outra vida, recebendo sem contribuir.

Lembro-me ainda que an passant, de um ex-presidente que disse que aposentados são todos vagabundos, mas esqueceu-se, ou preferiu não informar à época que ele próprio tinha ou recebia 8 (oito) aposentadorias.

– “Brasileiros e Brasileiras”, dizia o outro populista.

Sacanagem à parte, o que gostaria de deixar para meditação é que depois da criação da tal CLT e das formas em que se tratam os temas aso trabalhadores e de como faze-los ou permitir-lhes um futuro, após anos e anos de labuta é que deve ser repensado.

Conheço pessoas e muitas pessoas que desde o primeiro dia, de “trabalho”, (entre aspas, pois o termo para esse caso é um tanto obliquo), pensa e começa a fazer as contas de trás para frente, em contagem regressiva em/para saber quanto falta para se aposentar.

Tudo uma questão de cultura. O erro começa na infância e continua na adolescência, quando o pai e/ou a mãe diz à criança/adolescente: “…ou você vai estudar, ou você vai trabalhar…”.(quem já ouviu isso?) Essa frase por si, mostra o erro ou a dicotomia como se trata, aqui em nossa terra, as questões de trabalho e o trabalhador. Então, para quem diz ou afirma isso, informa ao adolescente que o trabalho é um castigo, e que estudar é só um prazer, quando em contrário senso, em se educando a criança e/ou adolescente dever-se-ia informar, educar, aculturar que, o estudo irá contribuir para que o trabalho seja prazeroso. Daí a aposentadoria é um caso compulsório, e que o futuro quem projeta e faz é o criador, ou seja o trabalhador em seu trabalho …e não leis que num viés autoritário protege e noutro viés deixa à mingua, àquele que deveria saber se proteger.

Espero que reflitam, e tudo deve ser visto como Análise de Valor, tudo deve ser reavaliado … assim como se tratam as sagradas pessoas que professam para nossas profissões, …baderneiros não professam, agridem.  

Manéco

01/05/2015