Análise do Valor

 

 

 

Itararé_14_09_19

Um dos temas, que sob minha parca inteligência, crê seja um dos mais interessantes seja esse a Análise do Valor.

Pois bem, estava eu pensando em escrever essa e muitos temas e pensamentos passam pela cachola, e como não sei bem o que escrever pois existem muitos desses temas latejantes para serem verbalizados ou escritos, mas à cada um deles e por serem muitos faço uma análise do valor desses temas à que quero(queira, quererei) escrever.

Assim e por assim dizer temos que analisar as muitas variáveis à serem exploradas antes de expor as ideias, pois vivemos numa época de muita mediocridade, êpa!

Esse muito que você, leitor, pensou é muito pouco, face a enorme mediocridade que se espalha e como uma metástase, social e cultural, temos patrulhas disso ou daquilo e, portanto, temos que cuidar da escrita, pois tudo pode ser, e será usado contra quem escreveu, ou seja, eu.

Quando acima expus o termo mediocridade, também me incluo nessa categoria, pois tenho alguns dogmas arraigados em mim e por conta disso também me considero como um simples mortal e extremamente medíocre.

As mediocridades à que me refiro são por conta de não podermos nos expressar, que vem sempre um que é contra ou à favor e por conta da formação do caráter do sujeito interlocutor, quer à todo custo impor sua ideia ou pensamento e taxando o outro que expos suas ideias como politicamente incorreto, ou racista, ou preconceituoso, ou herege, ou, outro rótulo qualquer.

Estamos vivendo, a censura de todos por tudo. Não podemos falar de certa religião(bem ou mal) que o sujeito da outra se sente ofendido e parte para agressão verbal e quando não agressão física.

Da mesma forma, quando torço para um time qualquer, ou melhor, nem posso torcer para um time qualquer que vem o torcedor do outro time, com paus e pedras e agride o sujeito só porque ele é do outro time.

Não posso, me expor dizendo que sou à favor do GLTBS, pois serei tratado de forma diferente, visto de viés, ou se finca, porque sou isso ou aquilo ou aquilo outro.

Não posso, mais chamar o caolho de caolho, tampouco o manquinho de manquinho, ou o zarolho de zarolho, o gordinho, de gordinho, senão, ou se sim irei ser processados por alguém que sem sequer ser, acha interessante à processar alguém para “tentar ganhar uns trocos” sob a alegação de perdas morais, etc. e tal.

Quando era pequeno, eu era “fio do portugueis”(sic), e era o portugueisinho(sic), e como “fio de portugueis(sic), era quase sinônimo ou melhor, já nos eram impostos adjetivos de burros ou de menos inteligentes e tínhamos que aguentar as gozações e claro como defesa, gozávamos à cara daqueles que nos impingiam piadas ou apelidos.

Hoje não se pode “tirar um sarrinho” de ninguém, porque pode ser considerado “Bulling” ( é assim que se escreve a tradução literal de gozação?). Hoje indiscutivelmente, agradeço àqueles que me chamavam de ”portugueisinho burro” ou Mané ( mas nunca Zé mané), pois graças à isso aprendi à me defender, aprendi à responder à altura das provocações e isso somente engrandeceu o intelecto, pois muito antes das gozações, as respostas estavam prontas, e como se diz “na ponta da língua”…

É, o mundo está chato e para isso temos que fazer a Análise do Valor em tudo que se faz, se diz, se escreve, e de como confidenciar isso tudo, o Valor dado nem sempre é aquele recebido, pode ser desvalorizado e ou supervalorizado,… tudo depende da análise e de quem está analisando…

É isso,… e muito mais

Manéco

26/04/15

50 caroços, tons e sons de cinzas

Camera

O paralelo entre os tons e os caroços tem um sentido, sentido. Tentarei explicar.

Existem tons e tons. Tons de cores. Sons e tons dos sons. Dons. Esses são mais sensíveis ou para sensitivos. Todos temos dons, uns mais outros menos. Uns mais exacerbados outros mais recônditos, mas eles existem. Mesmo aqueles desprovidos daquilo que chamamos de muito intelecto tem lá seus dons, outros ainda que despidos da racionalidade, ao menos daquela que assim à chamamos, tem lá seus dons.

Da mesma forma os tons. Milhares e infindáveis são os tons de cor dos bilhões dos seres humanos. Uns tendem à ser para tons de certa profundidade outros mais tênues, mas todos são diferentes, apesar das essências serem iguais, não importando os locais de onde vieram e para onde vão. Afinal dizem que foram 13 (treze) as Evas, que nos precederam e depois dessa miscigenação toda os tons misturaram-se tanto que são muitos e infindos os tons.

Se observarmos então os tons dos sons, desde o tal do Big-Bang, quantos são os sons e seus tons, graves ou agudos, fortes ou fracos, abafados ou não contidos. E por essas infindas apesar de metrificados os sons, infindáveis são as possibilidades de tirar sons e tons de coisas e pessoas e também no vice e versa e por que não no versa e no vice.

E os caroços, quem são e como são. Um dia disseram-me que uma reta é uma sequencia de pontos. E se esses pontos são de carbono, o do lápis, ou de um toco de carvão, teremos uma sequencia de pontos, que formam um risco, que pode ser num papel, num piso, numa parede.

Quando o carbono, que é o mesmo material de um diamante e que é a mesma essência de quase todas as coisas, de nós mesmos que somos um amontoado de carbono, e de água, vamos e vimos, teremos os mesmos tons, fazendo os sons.

Enquanto o homem em espécie não em gênero, ocupa certos espaços, muda suas características e com elas e ou por elas, modifica seu habitat, e em razão dessas mudanças, ocorrem mudanças por sons e nos tons. Se ele homem espécie, utiliza o fogo, como o fez e o faz desde tempos imemoráveis modificou as árvores e as transformou em carvão e ou em cinzas dando novos tons e sons ao mundo, transformando-o em outras cores que o verde, o amarelo, o azul e o branco, que por coincidência ou não são as mesmas cores da bandeira nacional. Viram certa semelhança ou preciso desenhar?

Assim e dessa forma as transformações existiram, existem e existirão, às vezes para melhor noutras para pior e noutras nem para um nem para outro, mas estão sempre e em constante mudanças.

As ruas de ontem eram calçadas com paralelepípedos, de granito rosa ou cinza, cada pedra tinha seu tom, e as calçadas eram calçadas com pedras em desenhos graciosos de pedras pretas e brancas, não tão pretas e nem tão brancas cinzas e em infindáveis tons alegres e com desenhos graciosos e que ornamentavam por onde passávamos.

Além da beleza e da poesia aqui contida ainda existia um apelo que hoje está m moda pela falta do bem que achávamos infinito e que de uns tempos prá cá percebeu-se ser finito. Essas ruas e calçadas permitiam que as águas de chuva, quando essas haviam percolassem, por entre as pedras e eram filtradas ao solo, e por via de consequência eram absorvidas pelos lençóis freáticos que nos abasteciam de águas puras noutros dias em que não haviam as chuvas. Outra influencia era que não aconteciam enchentes nas partes mais baixas das ruas, pois grande parte das águas eram infiltradas.

Mas nem tudo é poesia, as ruas não eram tão lisas eram carocinhos em sequencia que faziam tremer as carroças, os carros, as bicicletas e os bípedes de vez em quando também tropeçavam, ou como aqui diziam ”trupicavam”.

Então para alisar os tropeços asfaltaram as ruas, cimentaram as calçadas. Os asfalto com o tempo se rompeu, as calçadas trincaram e quebraram. Os remendo estão sendo feitos, os caroços voltaram, os carros e carroças trepidam pelos muitos altos e baixos dos tons do cinza por debaixo das rodas que também são cinzas, proporcionando os anteriores tons dos sons e os pedestres ora eles continuam “trupicando” nas calçadas agora também cinzas e encaroçadas de cimentos, cimentados, sem graça nem beleza, muito menos de poesia.

manéco 16/04/15

Semana nada “santa” (parte I)

Não me conformo de todo ano crucificar o sujeito,… é sadismo ou masoquismo que damos à esse ato, mesmo que simbólico,… é a humanidade que vez em vez “gosta” de ver seu semelhante pendurado e ainda pregado,… no mínimo uma tremenda sacanagem com os pequenos que estão em formação…

É uma tremenda hipocrisia, quando se levantam vozes contra o beijo gay dos/nos folhetins que nos invade, da mesma forma que muitos ficam contra a lei que diminui a idade para a criminalização.

Mas cá entre nós, que cultura maldita herdamos que cultuamos um sujeito pendurado à uma cruz e ainda dizem-nos que ele disse “…amai-vos uns aos outros…”.

É um contra senso sem tamanho. Naqueles tempos as leis existiam(?) não sei ao certo, mas naquelas épocas, ir contra quem mandasse ou tivesse o mando era o sinônimo de ir contra as tradições existentes, ou contra o sistema vigente, ou contra o mandatário de plantão ou o déspota da época. A coisa não mudou muito desde esses tempos até os tempos de hoje.

Em tempos mais próximos à esse que vivemos, tivemos muitos déspotas (êpa! Tivemos?), sejam eles únicos ou em bandos, que impingem-nos certos conceitos e com eles muitos preconceitos e que ir contra esse ou aquele forçosamente é dito ou lhes impingido a pecha de que é do contra ou contra, ou em outra ordem.

Não há a crucificação literal, mas há o apenamento mediático ou e pior colocam-no (ou nos) a pecha de sermos contra e como tal temos que ser tratados como fora do contexto, ou reacionários, etc.

O mundo mudou, ( a Luzitana continua rodando) mas vivemos num prisão intelectual em que certos conceitos são esmagados pelos tais “politicamente corretos”, que dizem e impõe que se não pertencermos àqueles conceitos, somos párias da cultura que nos impingem.

Noutra crônica, queria que o mundo parasse para poder descer. Mas não é bem por aí. Temos que ser a escorva da mudança. Ora se acreditamos em algo, que esse seja um objetivo maior e não nos deixemos levar por alguns que querem que sejamos parte de um grupo ou facção deste ou daquele tipo que pensam iguais, etc e tal.

Gosto de citar Darcy Ribeiro, quando disse que, “a unanimidade é burra”… e em assim dizendo e assim acreditando, temos que podemos mudar certos paradigmas, para melhor ou para pior se vistos por ângulos que não querem, ou queremos. Mas temos que tentar. Isso é uma assertiva.

Se acreditamos que o Amor é um fator determinante e criativo, porque mostrar um sujeito pendurado na cruz. Talvez para mostrar que há um antagonismo? Não sei ao certo, mas creio de forma indelével que a melhor forma de educar os pequenos é provar que é possível pelos exemplos e exemplos de Amor.

De que adianta, criarmos leis e darmos à ela nomes como a tal Lei Maria da Penha? De que adianta termos Leis, se não temos amor, e dos muitos lares mutilados sairão pequenos que serão grandes delinquentes, se não lhes for mostrado as possibilidades de que o amor pode transformar e mudar o mundo.

MANÉCO

08/04/15

 

Chega … parem o mundo que quero descer,…

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Poetas vão e vem, não na mesma velocidade, ainda bem que ainda vem alguns para diminuir a ansiedade de cada um ou do coletivo.
A cada dia que passa, relembramos os dias passados. Dias destes tive um excelente noticia em ouvir um Rap do Gabriel Pensador... uma ode para os tempos atuais, esse Rap. Não entendo nada de nada, mas a letra é imperdível e não tem mais nada atual do que a letra da música.

Refrão]
Chega! Que mundo é esse, eu me pergunto / Chega! Quero sorrir, mudar de assunto /Falar de coisa boa mas na minha alma ecoa / Agora um grito eu acredito que você vai gritar junto (x2)

A gente é saco de pancada há muito tempo e aceita / Porrada da esquerda, porrada da direita / É tudo flagrante, novas e velhas notícias / Mentiras verdadeiras, verdades fictícias / Política prende o bandido, bandido volta pra pista / Bandido mata o polícia, polícia mata o surfista / O sangue foi do Ricardo, podia ser do Medina / Podia ser do seu filho jogando bola na esquina / Morreu mais uma menina, que falta de sorte / Não traficava cocaína e recebeu pena de morte
Mais uma bala perdida, paciência / Pra ela ninguém fez nenhum pedido de clemência

[Refrão]
Chega! Que mundo é esse, eu me pergunto / Chega! Quero sorrir, mudar de assunto / Falar de coisa boa mas na minha alma ecoa / Agora um grito eu acredito que você vai gritar junto / Chega! Vida de gado, resignado / Chega! vida de escravo de condenado / A corda no pescoço do patrão e do empregado / Quem trabalha honestamente tá sempre sendo roubado

Chega! Água que falta, mágoa que sobra / Chega! Bando de rato, ninho de cobra / Chega! Obras de milhões de reais / E milhões de pacientes sem lugar nos hospitais / Chega! Falta comida, sobra pimenta / Repressão que não me representa / Chega! Porrada pra quem ama esse país / \E bilhões desviados debaixo do meu nariz / Chega! Contas, taxas, impostos, cobranças / Chega! Tudo aumenta menos a esperança / Multas e pedágios para o cidadão normal /E perdão pra empresas que cometem crime ambiental / Chega! Um para o crack, dois para a cachaça / Chega! Pânico, morte, dor e desgraça / Chega! Lei do mais forte, lei da mordaça / Desce até o chão na alienação da massa

Eu vou, levanta o copo e vamos beber! / Um brinde aos idiotas incluindo eu e você / Democracia, que democracia é essa? / O seu direito acaba onde começa o meu, mas onde o meu começa? / Os ratos fazem a ratoeira e a gente cai / Cada centavo dos bilhões é da carteira aqui que sai / E a gente paga juros paga entrada e prestação / Paga a conta pela falta de saúde e educação / Paga caro pela água, pelo gás, pela luz / Pela paz, pelo crime, por Alá, por Jesus / Paga importo paga taxa, aumento do transporte / Paga a crise na Europa e na América do norte / Os assassinos da Febem, o trabalho infantil na China / E as empresas e os partidos envolvidos em propinas

[Refrão]
Chega! Que mundo é esse, eu me pergunto / Chega! Quero sorrir, mudar de assunto / Falar de coisa boa mas na minha alma ecoa / Agora um grito eu acredito que você vai gritar junto / Chega! Vida de gado, resignado / Chega! vida de escravo de condenado / A corda no pescoço do patrão e do empregado / Quem trabalha honestamente tá sempre sendo roubado

Presidente, deputados, senadores, prefeitos / Governadores, secretários, vereadores, juízes / Procuradores, promotores, delegados, inspetores / Diretores, um recado pras senhoras e os senhores / Eu pago por tudo isso, imposto sobre o serviço / A taxa sobre o produto, eu pago no meu tributo / Pago pra andar na rua, pago pra entrar em casa / Pago pra não entrar no Spc e no Serasa / Pago estacionamento, taxa de licenciamento / Taxa de funcionamento liberação e alvará / Passagem, bagagem, pesagem, postagem / Imposto sobre importação e exportação, Iptu, Ipva
O Ir, o Fgts, o Inss, o Iof, o Ipi, o Pis, o Cofins e o Pasep / A construção do estádio, o operário e o cimento / Eu pago o caveirão, a gasolina e o armamento / A comida do presídio, o colchão incendiado / Eu pago o subsídio absurdo dos deputados / A esmola dos professores, a escola sucateada / O pão de cada merenda, eu pago o chão da estrada / Na compra de cada poste eu pago a urna eletrônica / E cada arvore morta na nossa selva amazônica / Eu pago a conta do Sus e cada medicamento / A maca que leva os mortos na falta de atendimento / Paguei ontem, pago hoje e amanhã vou pagar / Me respeita! Eu sou o dono desse lugar!

Chega!

Link: http://www.vagalume.com.br/gabriel-pensador/chega.html#ixzz3Vz3MQL49

Tem um libelo atualíssimo, se bem que tem quase 100(cem) anos que é o Oração aos Moços do Ruy Barbosa, que eu conto na semana que vem… afinal “ …de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver agigantar-se o mal na mão dos maus o homem rí-se da honra e tem vergonha de ser honesto…”

Abraços

Manéco
31/03/2015