Manifestação, pró e contras … contras e prós, … ou não é bem assim…

Estamos vivendo a plenitude da Democracia. Podemos nos manifestar, sendo pró ou contra, ou nada disso, ou por tudo isso. E é por isso que estamos vivendo uma Democracia.

Na Democracia podemos nos manifestar, ser contra ou não, ser à favor ou não, ou mesmo de ser ou não ser, de outro tipo de regime, tanto faz que ele seja de esquerda de direita, de cima do muro, ou debaixo desse ou daquele capacho.

Estamos vivendo um momento histórico, afinal queremos mudanças, do status quo que se estabeleceu. Não podemos tolerar certos mandos ou certos desmandos. Estamos aprendendo no cerne ou no lombo, que algo tem de ser mudado, claro que esperamos que seja para melhor. E para que façamos um mundo melhor temos que arrumar o que está errado.

Não é tirando este(a) ou aquele(a), mandatário(a) de plantão é que iremos mudar o que está errado. Não é com uma “vara de condão” que mudaremos o nosso quintal, e o nosso mundo.

O momento é propício à mudanças. Não mudanças radicais, ou por mero confronto de um lado ou de outro. O povo clama por mudanças. Assim temos que observar os acontecimentos, melhorar a forma de interpretar e buscar melhores homens e mulheres para gerir, com aquilo que queremos ver mudado.

Observando as manifestação e, percebeu-se que existem os que forma pagos para manifestarem-se à favor e um mundaréu de gente pedindo mudanças.

A mudança já começo à ocorrer. Antes o povo só saia na rua em dias de carnaval e em épocas de copas do mudo e outras menos importantes. O que se apercebeu é que as manifestações, salvo aquelas que notadamente foram pagas para com diárias pessoas balancem bandeiras e gritem gritos de ordem, sem tampouco saberem o que estão gritando, viu-se muitas milhares de pessoas vindo à pé, de ônibus coletivos (e pagos pelos próprios manifestantes), de metrô, etc., e pacificamente exporem faixas, cartazes, placas, cartolinas, com escritos próprios, garranchos e com muitos erros de concordância no mais puro português vivido, diferente das manifestações pagas, com faixas enormes impressas em impressoras gigantes com excelentes frases e de efeito com todos os acertos gramaticais.

Essas são primeiras diferenças vistas,. O que nos faz supor que, como disse acima é um momento histórico que estamos vivendo, e que creio para melhor. O povo está se manifestando, e com essas manifestações certamente os parlamentares, terão mais ímpeto e mais força para propor mudanças. Os que estão nos muitos cargos executivos, certamente viram que as mudanças propostas não vão além de austeridade com os dinheiros públicos, e que estes sejam melhores utilizados, e que essa austeridade tem de ir ao encontro dos anseios da população.

Por isso é que as manifestações tem de ser vistas como verdadeira metástase de uma mudança maior e para melhor. Espero que todos os que hoje vivam, recordem-se desse dia, para que nas próximas eleições, ouçam as entrelinhas dos discursos, para que o “canto da sereia” não inebrie o ouvinte e não mais os atraiam à precipícios futuros.

Vamos em frente, sabedores que podemos ser a escorva da mudança, para melhor, que tanto almejamos.

Feliz Futuro, à partir de agora, que temos tanto à fazer…

Manéco 15/03/2015

É muito assunto … e pouca ação

Estamos vivendo uma época paradoxal. Há muitos e variados meios de comunicação e o ser humano à cada dia se distancia mais e mais do outro, por conta da facilidade de comunicação.

Ontem, era difícil de se comunicar com quem estava distante e fácil de se comunicar com quem estava perto. Ruas, quarteirões, casas, pessoas, todas se conheciam e batiam longos papos, no café da manhã, no almoço, no jantar, das cadeiras nas calçadas, pela janelas, nos botecos, nos armazéns, nas cantinas, nos clubes, nos velórios, nos casamentos, nos batizados, nos cultos, nos cemitérios, enfim eram longos e agradáveis conversas, assuntos, prosas, fofocas, meritórias e demeritórias, verdades ou mentiras,… o tempo curava as feridas, as inimizades, logo, logo voltavam à ser amizades, que nunca terminava, somente davam um pequeno “tempo”…

O tempo passou, as coisas mudaram, do rádio de válvula, das ondas curtas, médias, do radinho de pilha, dos “transglobe” com 12 faixas de ondas, passamos uma revolução com rádios e frequência modulada, da televisão preto e branco à televisão colorida, e até com transmissão digital, coisas inimagináveis nas mais férteis cabeças dos viventes de minha época.

Os papos do fim da tarde nas cadeiras nas calçadas, nas casas das comadres, isso tudo se foi, todos ao final da tarde , ou melhor nos dias inteiros ficam de fronte da telinha que cada vez tem mais opção de tamanho e de tipo de transmissão e interagem–se todos, e à todo instante com o mundo. Em tempo, real sabemos de um acidente na Paulista, de uma enchente em Osasco, de um atentado, lá ou do el, que dá, no mesmo. Sabemos que uma nova vacina foi lançada, mas também sabemos que o SUS sequer tem leitos disponíveis. Ficamos sabendo que o Haddad abriu novas vagas das creches sem, contudo, abrir novas vagas nas creches. Ficamos sabendo que a presidente quer apertar os cintos e o outro presidente da outra casa libera passagens à esposas, amantes, e outras à custa de nosso pobre e suado suor. Fiquei sabendo que os caminhoneiros pararam por conta de justa reinvindicação e que um juiz de num sei lá de onde, mandou que eles desentupissem as estradas e que se não os fizessem a multa seria altíssima. Ora, e aqui cabe um comentário, poderíamos fazer um paralelo sobre esse assunto, que tal pegar aquele juiz que gosta de andar de carro lamborghini (nem sei como se escreve isso), voltando ao assunto, já que ele gosta de andar de fazer um exercício real tipo Reallit show, e colocar esses juízes nas boléias dos caminhões só por uns três meses, para ver como é fácil a vida desses sofridos profissionais, que são acharcados à cada dia por impostos, taxas, contribuições, imposições, propinas, etc.

De que falávamos antes. Ah! De como nos comunicávamos. É, ficou fácil se comunicar, face aos múltiplos tipos de acessórios, mas não sabemos o nome de nossos vizinhos, não conhecemos nosso padeiros, não vamos aos cultos, hoje esses cultos invadem nossas casas, não conhecemos sequer nossos filhos, não conversamos com eles, … e daqui à um pouquinho, quando formos chama-los para o jantar é só passar um whatzapp, ou um MSN, ou pelo Skype,… e acabaram-se os diálogos, as prozas, as fofocas, … ficam as lembranças de que antes éramos simples humanos, hoje sequer sabemos quem somos,… e isso tudo porque temos todas as informações disponíveis aos nossos olhos e dedos…

Manéco

27/02/2015

Desenvolvimento ou retrocesso…

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Estamos vivendo um tempo paradoxal. (gosto de usar essa palavra,.. ela é, no mínimo bonita) Mas analisemos certos fatos. A tão famigerada epidemia, endemia, ou outro nome que se queira utilizar para o surto endêmico, famigerado causado pela DENGUE.

Quem é o culpado disso tudo, não sei, mas sei que podemos fazer muito para não deixar que os nossos e nós mesmos sejam afetados por essa maldita doença.

Claro se não permitirmos locais com água para que os mosquitos transmissores não ponham seus ovos e de lá nasçam outros muitos mosquitos transmissores dessa doença. Outra forma é se encher, se lambuzar de repelente para repelir os tais mosquitos.

Mas vamos analisar aqui nosso quintal. Temos dois rios com uma represa, que os represa bem onde há a foz de um deles. Neste local é comum vermos ao final dos dias nuvens e mais nuvens com formatos de “fumaça) como se lá tivessem alguma chaminé invisível, só que não de fumaça, mas sim de mosquitos em seus rituais mágicos de acasalamento.

Ora senhores, quando infante eu era, era comum nos tempos de verão ou outros que não me lembro que as ôtoridades(sic) de época mandavam os funcionários fazerem verdadeiros arrastões nas beiras dos rios para “limpar” as margens ou beiras, como aqui dizemos para não haver criadouros desses mosquitos. Afinal e é claro e inequívoco que nas margens tanto dos rios quando não íngremes ou nas lagoas ou remansos por eles formados há e haverão criadouros e mais criadouros desses mosquitos e neste caso incluem-se as águas represadas. Lembro-os que naqueles tempos havia um inimigo natural das larvas desses mosquitos que eram os peixes (lambaris, mandis, e outros muitos).

Naquelas outras datas, também aconteciam sistemicamente, nestes tempos das manifestações dos tais mosquitos e suas doenças malignas, uns equipamentos fumigadores,(não sei como se escreve isso, mas para entendimento maquinas que faziam uma fumaceira enorme) e que junto com a fumaça impeliam um veneno que matavam, todos os mosquitos e alguns outros bichos,… mas preservavam-nos os homens, mulheres, jovens, velhos, crianças e afins.

Claro os tempos mudaram novas práticas novas regras, não podemos mexer nas margens que margeiam os rios os riachos os lagos e as poças, são Áreas de Preservação Permanente – APP’s . Claro não podemos fumegar, porque as fumaças podem causar e aumentar as camadas do efeito estufa, ou em outras palagras GEE – Gases de Efeito Estufa.

Dias destes lí num sei onde que estão criando em laboratório os mosquitos para os bombardearem com radiação, para que fiquem estéreis e não procriem quando acasalarem com suas fêmeas e que são essas que precisam dos nossos sangues para fazerem procriar seus ovos. Essa tecnologia já deu certo há muito tempo e há muito tem instalada na Paraiba uma “fábrica” de mosquito, do mosquito da laranja e para os mosquitos da cana de açúcar…enquanto isso só agora é que “provavelmente” irá ser construída uma outra “fabrica” de mosquitos para nos proteger.

O paradoxal, está aí. Quando se busca uma solução para proteção dos interesses econômicos, a “coisa” anda. Mas quando é para a proteção do homem a “coisa” é mais lenta. Ué e essa é a pergunta que não pode ser calada. Os custos com tratamento, internações, medicamentos, perdas e funerais não é mais alto do que uma proteção equivocada de alguns valores dúbios.

É isso. Manéco 05/03/2015